Animais de estimação

eu
02 Jul 2011

Visitei mais um médico essa semana e fiz uma ressonância magnética do tornozelo (ainda aguardo o resultado). Completou ontem 10 dias da torção, tempo que o médico me proibiu de tentar colocar o pé no chão. Tentei e consegui, com dificuldade, dar meus primeiros passos. Hoje já me arrisquei a sair por aí me arrastando sem muletas. Poucas horas depois tive que perseguir um cachorro fujão na rua. Meu cachorro…


Adoro cachorros… dos outros. Acho que exige muito trabalho, atenção e responsabilidade, por isso nunca tive um1. A vontade de ter um gato começou a surgir. Começando a trabalhar no Google então, com uma quantidade completamente desproporcional de pessoas com gatos, a ideia foi crescendo (quase cuidei de um enquanto um estrangeiro não conseguia alugar um apartamento). Ouvindo falar de feiras de adoção de cães e gatos e com minha namorada aqui sentindo falta dos cachorros dela e disponível para ajudar, comecei a pensar bem mais nisso.

Não pensamos só em cães e gatos; tivemos conversas engraçadas sobre vários animais (infelizmente minha namorada tem trauma com gansos). O problema é que não temos estrutura e rotina para dar a um cachorro, a longo prazo, toda atenção que ele merece. Além disso, ainda há a dificuldade de definir quem vai ser o dono oficial do animal. Assim, a ideia vem sempre sendo adiada. Essa semana eu até trouxe a discussão a público (e-mail para familiares, twitter, google+ e buzz), o que não ajudou muito.

Me recuperando da torção no tornozelo, finalmente voltei a andar sem muletas. Andar não, me arrastar mancando. Decidimos então ir na feira de adoção que havia hoje, nem que fosse apenas para pensar mais a respeito. Na verdade como é muito estressante e complicado levar gatos para a feira, havia apenas cachorros.

Um colega meu do trabalho faz parte da organização dessas feiras “Adote Um Amigo” junto com a esposa. Ficamos conversando com eles e brincando com os cachorros. Esse grupo tem um canil, que infelizmente não tem capacidade suficiente. Por isso os cachorros com melhor saúde são mantidos no Zoonoses, pois as condições são piores. As vezes alguns são hospedados temporariamente na casa dos integrantes desse grupo (“albergados” no jargão deles).

A feira chegava ao fim, e a cadelinha de que mais gostamos não havia sido adotada, e iria para o Zoonoses. Nos candidatamos para albergá-la durante uma semana, até a próxima feira.

Na volta, tivemos que parar para almoçar. Amarramos a cachorrinha na mesa e ela ficou bem tranquila, até que de repente, em um passe de mágica, ela tirou a coleira e fugiu. Lá fui eu, que mal conseguia andar, perseguir a cachorra na rua. Conseguimos pegar, ainda bem!

Apesar do susto, ela é bem tranquila. É impressionante como ela se apegou rapidamente a gente e como ela é esperta! Já aprendeu várias coisinhas nesse pouco tempo aqui. E eu também já aprendi algumas coisinhas sobre cuidar de cachorro (principalmente porque minha namorada tem muitos anos de experiência).

Se alguém tiver interesse em adotá-la, entre em contato!


  1. Acho que tinha um lá em casa quando eu era pequeno o suficiente para não ter memória alguma disso.

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