Esportes, futebol, contusão e muletas
Uma das coisas legais de trabalhar no Google é que eles incentivam os funcionários a praticarem esportes. Um dos benefícios é pagar academia ou algum esporte até um certo valor. Por causa disso eu cheguei a fazer um tempinho de escalada.
Além dessa ajuda individual, pode haver ajuda para um grupo também, se tiver gente suficiente. Aqui em Belo Horizonte, por exemplo, temos um horário toda semana em uma quadra de futebol.
Eu não costumava jogar bola. Mais adequado é dizer que eu não jogava mesmo. Depois de criança, isso havia se tornado algo muito raro. Quando cheguei aqui isso mudou, e comecei a ir sempre. Se tornou um evento sempre aguardado na minha semana, há vários meses.
Essa semana não foi diferente. Terça-feira lá vou eu jogar como sempre. Foi um desastre como nunca. Três acontecimentos foram marcantes para mim na pelada.
Para começar, uma bolada no saco. Muito devagar, admito, mas ao mesmo tempo não tinha como ter sido mais certeira. Doeu. Pelo menos eu salvei o gol depois que a bola já havia passado pelo goleiro.
Uns minutos depois, eu era o goleiro. Sabe quando alguém chuta com toda a força? Eu defendi. Com o olho. Literalmente. Ficou tudo branco, o jogo parou, e eu fiquei desnorteado por um minuto.
Perto do final, corri com tudo para tentar tomar a bola de surpresa de um zagueiro e acabei torcendo o pé. Caí sentindo uma dor lancinante na perna inteira. Na hora que olhei pro pé, já estava com um calombo gigante rente à chuteira. Me colocaram sentado em um banco e eu comecei a desmaiar… cheguei até a sonhar um pouco.
Com isso o jogo acabou e me levaram para um hospital. Radiografia, exame, e a constatação de que eu não quebrei nada. Vão ser dez dias sem encostar o pé no chão, tomando remédio e aplicando gelo, e aí eu volto para uma nova consulta. Pelo menos um mês sem esportes pela frente.
Não fiz ultra-som e não perguntei sobre isso porque não sabia que era um exame importante para esse tipo de lesão. Por isso não estou confiando completamente no diagnóstico do médico de ter sido só uma torção muito feia.
Já não está mais doendo como doeu no dia ou mesmo na manhã do dia seguinte, quando ainda sem muletas fiquei pulando pela casa. O pé está bem inchado e roxo em várias partes – já bem melhor que há duas noites.
Como eu não sou tão azarado assim, a situação não está tão complicada quanto poderia – minha namorada está aqui me ajudando.